A cada dia que passa materializa-se a evidência que não consigo ser tua amiga. Por isso sei que, apenas e só, quando esse dia chegar, poderemos tentar partilhar todo o nosso ser outra vez.
Por enquanto ainda há medo, vergonha alheia, insegurança. Terei de voltar a passar por coisas muito boas e más com outro homem (por favor, que seja um homem) para descolar os restos de algo que ainda trago em mim.
Voltar a ti é assumir uma série de riscos outra vez. Tal como acontece com todas as relações, mas nós já temos história. Alguém novo trás sempre uma esperança virgem, não há passado, só há futuro (por muito sangue frio e zero expectations).
Eu tenho um grande problema contigo, sinto-me à vontade para fazer e dizer coisas. És-me tão familiar que até arrepia, de medo. Estar contigo hoje é tão confortável como há dois anos atrás. Pensava que me serias estranho ao toque, ao cheiro, à envolvência, até às conversas, mas tudo se revelou natural, just like before.
Estou muito preocupada com o rumo das minhas acções, confesso que não sei que fazer, ou então faltam-me apenas forças-coragem para decidir. Confesso que pode ser mais fácil alguém decidir por nós, mesmo que fiquemos desfeitos. Já tivemos algo bom e bonito, o actual não é digno disso, não lhe chega aos calcanhares. Saber que se provou algo bom faz com que algo infimamente inferior seja ultrajante para o que podemos ser/fazer. Não gosto de ser/fazer/viver medíocre por opção.
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