Qualquer coisa sem interesse e com data de validade

16/11/10

Assim reza a história de uma masoquista assumida


Pensava que íamos sair sábado. Comecei a preparar-me. Depois disseste que já não estavas a contar sair. Domingo então.
Passavam as horas e não davas notícias sobre as horas. Semi-preparei-me. Tenho aqui uma pessoa e não me vou despachar dela. Já não conseguiste sair.
Segunda pergunto-te se à noite dava para estar um pouco contigo. Já tinhas algo combinado. Mas terça-feira sem falta.
Semi-preparei-me. Hoje estás acabado, semi-doente e tens que te levantar muito cedo para fazer 400km.

Quero estar contigo.
Não gostas de sair durante a semana. Eu acho limitativo, porque se no fim de semana não podemos, terei que esperar muitos dias. E nós não temos esses dias para jogar.
Não há qualquer tipo de compromisso entre nós, não somos namorados, nem começo de nada, nem amigos coloridos, nem amigos.
Tudo o que me apetece exigir fica sem efeito segundo as linhas anteriores. Mas penitencio-me por ficar calada e fico a pensar que tenho direito e que tu farias o mesmo.
Dizes que às vezes não falo muito. Já me conheces, não sei o espanto. Defendo-me.
Eu compreendo o teu cansaço. Se tivesse na tua situação provavelmente até me portava pior, mas como não sei quanto tempo esta aproximação vai durar, anseio por todas as possibilidades de te ter para mim.
Dizes que compensas quando puderes. Já ouvi esse poema, poucas vezes, mas fiquei a odiá-lo de tão falso que é.

Se eu lesse a primeira parte deste post em algum lado pensaria, sem hesitar, que ele não está interessado. Eu sei que não, mas eu tenho a triste necessidade de atingir o estado de rejeição evidente para desistir. Manias! Entretanto tento lidar com o sentimento que isto não vale a pena, com o interesse duvidoso que tens por mim (e eu por ti) e a frustração.

Bonita merdunça.

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