"Diz que o discurso “ai Meu Deus, que tenho tanto medinho, e sou tão traumatizadinha e não sei se quero uma relação, mas vou apaixonar-me por ti e isto vai correr mal” está na moda.
Não sei se vimos isto nalgum filme, se lemos nalgum livro, mas cada vez oiço mais historias de gajas com este discurso.
Eu, e pinto a minha cara de preto, enquanto escrevo isto, já dei para esse peditório.
Pura perda de tempo. A mensagem que passa é a de que nos estamos já a justificar para as chamadas fora de horas, para as paranóias, para as inseguranças. No fundo, estamos a dizer que somos umas coitadinhas, que continuam a sonhar com o príncipe a cavalo que nos vem salvar. Estamos a pedir mais paciência, mais miminhos, mais mensagens. “tens que lutar por mim, porque eu sou bué da fixe/querida/o melhor que vais encontrar, mas andei com um sacana/os meus pais não me abracavam em miúda/era gorda na adolescencia e todos gozavam comigo” é mais ou menos o que se lê nas entrelinhas.
E depois, vai se a ver, armamo-nos em drama queens, mas vamos lá na mesma. Pelo caminho, já passamos a mensagem da coitadinha/chatinha.
Deixem-se de merdas. O que tem que ser tem muita forca. Só nos torna igual a todas as outras, quando o que queremos é ser especiais. Já sabemos que vamos lá bater com a cabeça, já agora, que o façamos com estilo."
http://enquantotudormias.blogspot.pt
Qualquer coisa sem interesse e com data de validade
30/04/13
26/04/13
19/04/13
Porque estás obcecada pela vida afectivo-sexual dos outros?
Por estas bandas, na tv, toda a gente pergunta sobre o estado civil e aprofunda o assunto. Exemplo banal de um concurso de perguntas/cultura geral para ganhar dinheiro (ainda se lembram deste formato televisivo extinto em Portugal porque não há dinheiro para isso?):
(apresentação dos concorrentes)
- olá deolinda, tudo bem?
- tudo bem
- a deolinda vem de santo limão e tem 33 anos, diga-nos que faz na vida?
- sou infermeira
- muito bem, e é solteira, certo?
- sim
- mas que pena, como é isso possível?
- (pequena história sobre algo das relações) mas já conheci algumas pessoas através dos sites de macthing couples, mas por enquanto ainda não encontrei a pessoa certa
- muito bem, força nisso, o toninho o concorrente anterior também é solteiro ;)
E agora imaginem variações no género, idade, estado civil e mantenham o interesse nas histórias pessoais e dos sites de encontro. Conversas normais.
Por aqui os sites de matching são banais, têm anúncios sérios na tv e em todos os horários. Por aqui o pessoal conhece-se, namora e casa-se por encontrou essa pessoa na "internet" (sites de matching).
Life is easy mes amis.
(apresentação dos concorrentes)
- olá deolinda, tudo bem?
- tudo bem
- a deolinda vem de santo limão e tem 33 anos, diga-nos que faz na vida?
- sou infermeira
- muito bem, e é solteira, certo?
- sim
- mas que pena, como é isso possível?
- (pequena história sobre algo das relações) mas já conheci algumas pessoas através dos sites de macthing couples, mas por enquanto ainda não encontrei a pessoa certa
- muito bem, força nisso, o toninho o concorrente anterior também é solteiro ;)
E agora imaginem variações no género, idade, estado civil e mantenham o interesse nas histórias pessoais e dos sites de encontro. Conversas normais.
Por aqui os sites de matching são banais, têm anúncios sérios na tv e em todos os horários. Por aqui o pessoal conhece-se, namora e casa-se por encontrou essa pessoa na "internet" (sites de matching).
Life is easy mes amis.
18/04/13
Preciso de desabafar por escrito
É oficial, toda a gente (mulheres) deste mundo blog tem pelo menos uma vez durante o ano: um marido, namorado, paixão, paixoneta, amante, caso, amigo colorido, flirt, apaixonado, pretendente, arrasta asa, stalker, estranho ocasional que se meta com ela, trolha lança piropos, pervertido.
Menos eu.
Alguém com tamanha anomalia igual à minha, em que a principal escala de tempo sejam anos? (se conhecerem digam, preciso de me sentir entre semelhantes)
Menos eu.
Alguém com tamanha anomalia igual à minha, em que a principal escala de tempo sejam anos? (se conhecerem digam, preciso de me sentir entre semelhantes)
17/04/13
O que é que voçês conseguiram nestes dois últimos meses?
Eu consegui engordar 3 kg e uma barriguinha permanente.
12/04/13
Cada vez que ouço esta música, ouço umas 10 vezes de seguida
http://www.youtube.com/watch?v=UKa6nkmqHFQ
Lyrics, please???
Rüfüs- Take Me
(1)
Take me
Away across
the ocean
Out in the
horizon the night is falling
Outside in
the golden air
watched out and no one’s in
She said
I’ll meet you there some town/time
Sunset in
the breeze
Drifting
into me
Her love
will make it right
This town/time
(1)
Skyline
closing in her eyes whispering
We swam
across the night to find
Under water
lights shadows in this skies/disguise
Your lips come
close to mine/night in town
Sunset in
the breeze drifting into me
Her love
will make it right, this time/town
(1)
09/04/13
Preto
É tudo o que consigo ver, sentir, pensar, sonhar. É triste, muito triste, porque tenho saúde, família, amigos, um lar, mas não tenho uma vida, não tenho trabalho, não tenho futuro. Bla, bla, bla.
Não sou a única, já sei. Continua a levantar-te e faz qualquer coisa. A vida é dura, habitua-te. Há quem esteja pior.
Preciso de ajuda, admito. Preciso de apoio, a sério. Preciso desta duas coisas, mas de forma activa e prática. Preciso que peguem em mim e que me levem onde está a acção, porque eu estou perdida.
Não sou a única, já sei. Continua a levantar-te e faz qualquer coisa. A vida é dura, habitua-te. Há quem esteja pior.
Preciso de ajuda, admito. Preciso de apoio, a sério. Preciso desta duas coisas, mas de forma activa e prática. Preciso que peguem em mim e que me levem onde está a acção, porque eu estou perdida.
03/04/13
Porque eu sou muito sensível ao tema "se não arranjas um trabalho é porque és uma falhada de primeira", precisava deste texto para não ficar tão deprimida
"Tenho muito medo de pessoas ultra-motivadas. Muito. Aquelas que têm
agendas (electrónicas, de preferência), que fazem plannings, que sabem
gerir as prioridades, que as fintam e perseguem por entre horários
intensos, entre as exigências profissionais, pessoais e familiares.
Essas pessoas intimidam-me: quando vejo uma, mudo de passeio. Tenho medo
que me roubem o ócio e o deitem no lixo. Que me enxovalhem o anhanço,
me amesquinhem a languidez. Depois, quando elas já lá estão, longe, numa
atitude muito madura, faço troça. Troço muito das pessoas motivadas,
sempre aos pulinhos, sempre carregadas de energias positivas!, que dão
atenção a tudo e todos sem se esquecer de si mesmas!, plenas de
alimentação saudável!, que ingerem as suas vitaminas!, dizem não ao
supérfluo e que os adormece!, como doces e farinhas. Hum, doces e
farinhas. Hummm, farinhas doces...
Porque eu, na verdade, e aqui me apresento de baraço ao pescoço, sou uma
mole. Uma pasta viscosa, uma ameba gigante. Um pudim de preguiça, uma
papa de desmotivação, polvilhada de pepitas de borreganço. Eu não tenho
iniciativa, ambição, vontade de triunfar. Eu não almejo criar riqueza,
acrescentar valor: sou uma pessoa que se contenta com a mediania, que
vive na sua zona de conforto e gosta muito dela. É muito fofa e
quentinha, a minha zona de conforto, cheia de almofadinhas e mantas
macias. Pondero apenas tornar-me uma fera batalhadora se me negarem o
direito a essa zona de conforto, da qual renego o coaching e abraço o
sofazanço. Aliás, cada vez que ouço falar em coaching sofro de uma
brotoeja incontrolável, que só passa com um chocolatinho. Deixem-me 'tar
sugadita é o meu lema.
Por vezes, mas só por vezes, acordo desta simpática letargia.
Normalmente durante esses períodos de brotoeja: enquanto me coço
violentamente, grito que não tem mal nenhum!, nós, os fraquinhos de
cabeça, que não arregaçamos mangas, que não damos murros no cimento,
também temos direito à vida!, também produzimos, sim senhora!, vendemos
horas de trabalho por um ordenado, qual a vergonha?, temos utilidade sim
senhora!, somos gente!, somos necessários!, somos os que fazemos as
coisas invisíveis, sem as quais vocês, ó empreendedores, não conseguem
empreender porra nenhuma! Depois aconchego-me. Dou um golinho de chá
bom. Continuo a fazer - bem, de preferência, que trabalho bem feito
faz-se só uma vez - o que sei fazer. E, a esses outros, fico a vê-los
passar. Muuuuito depressa. A empreender aqui e ali, nem que por
palavrinhas excitadas e ocas. Adeus, adeus, língua de fora.
(no meio do bruá dos excitadinhos, lembro-me muito daquela tirinha da
Mafalda, em que o Miguelito pede um minuto de silêncio, se abraça de
olhos fechados, e diz que precisava apenas de um momento na sua paz
interior.)"
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