Qualquer coisa sem interesse e com data de validade

20/11/10

Fool me, fool me

3 situações:

Ando aqui consciente do final. É para aproveitar, para a ramboiada sem esperar nada. Mimos e carinhos quando dá jeito, mas sem exigências. Saímos? Não podes/queres? No problem, a minha vida é fantástica! Bora conhecer pessoas novas a todas as horas.

Assumo que quero aproveitar-te para algo mais que passar o tempo. Fala-se a sério, equacionam-se sentimentos e vontades. Arco com as conclusões. No matter what (nãoooooooooooooooo).

Alguém vai sair mal. Alguém vai pedir coisas que outro alguém não vai querer dar. Quem será? Quem?

Uma não-situação:
Eu bem quero desempenhar o papel de gaja moderna, que não se importa de andar a aproveitar a vida sem compromissos e sim com prazer. Engana-me que eu gosto. Eu sou de compromissos. Eu quero um amigo, um companheiro, um amante, quero tudo o que uma relação saudável pressupõe. Não quero o desgaste do será que me telefona, será que pensa em mim, será que se importa comigo, será que ainda não encontrou outra, será esta a última vez que nos vemos. Essas angústias matam qualquer tentativa de aproveitar a vida. Queria ser como tantas pessoas que tentam algo, por muito embrionário que seja o compromisso. Podem não ser nada o que a palavra namorados significa, mas a perfeição não existe.
Não esquecer que a tua atenção sobre a minha pessoa resulta de carências, tal como eu. As tuas carências provêm de algo mal sucedido (tampa) e vens curar as feridas quando te dá jeito. Eu prometi a mim mesma nunca mais deixar arrastar situações que me provocassem sofrimento apenas pelo medo do depois. Já o fiz, mas estou a fraquejar de novo.

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