"Há pessoas que querem afastar-se de algo mas quando dão por elas não só se aproximaram como estão enfiadas até ao pescoço no que queriam distância. Eu não. Viro costas e pedra no assunto.
Há pessoas que querem afastar-se de alguém mas quando dão por elas enchem-se de dúvidas de "ai o futuro que podia ter sido". Eu não. Aproximo-me mais ainda até confirmar os defeitos que não suporto e saio tranquila."
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Bem sei que as palavras mentem, e até as acções. Tento não me ficar pela literarlidade do que me dizem, relembrar que vai uma distância enorme daquilo que se sente (e pensa) daquilo que se verbaliza. Toda a gente sabe que a linguagem da emotividade passa pela linguagem corporal. Tudo isto é claro como a água quando estou confortável, lúcida, tranquila, mas no terreno, enganam-me com muita facilidade.
Quantas vezes já tropecei na mesma pedra? Quantas vezes não previ o que ia acontecer? Quantas vezes não percebi o que aquela pessoa queria? E no alto da minha maturidade (ui, já querias) e segurança (onde?), da minha clarividência da treta, acabo sempre por me magoar um bocadinho, desiludir-me mais uma vez (como te permito mais uma?), sentir-me desvalorizada. Mas algo sei, com toda a certeza, tudo isto é sobretudo minha culpa. Psicólogos, venham a mim.
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