Ontem perguntaram-me pelo facebook para trocar informação sobre algo (já nem me lembro o que era), ao que informei que não tenho. Comentei que cancelei a minha conta, e não tinha nenhuma intenção de voltar a fazer parte dessa rede social. Perguntaram porquê, e eu fui sincera, cancelei porque aquele sítio não me trazia nada de positivo. Aquilo para mim não passava de "matar tempo a ver a "vida " dos outros", coisa que eu condeno mas praticava. Coscuvilhar a aparente vida boa dos outros suscitava sentimentos de desilusão pelo meu trajecto pessoal e profissional, e para isso bastam-me as minhas próprias reflexões. Melhorava como pessoa ao constatar que ex-namorados/flirts/amigos/amigas têm uma vida normal e feliz sem mim? Sentia-me melhor a ver as fotografias das férias da minha vizinha? Dormia melhor ao saber que uma antiga colega de escola tinha casado com o melhor dos homens? Motivava-me saber que não-sei-quem trabalhava naquilo que eu queria?
Se a minha força de vontade não me permitia apenas ignorar o site, fraca me assumo e cortei o mal pela raiz. Não quero sentimentos negativos, eu quero estar bem e faço o que posso para isso. A ignorância é por vezes uma bênção e não me sinto mais burra por aplicar esse truque se assim me parece melhor. Se me conheço, se sei as minhas fraquezas, os meus defeitos, porque lhes hei-de proporcionar oportunidades para que me amargurem a existência? Estou bem melhor assim, sem dúvida. Comecei o ano da melhor maneira, i'm proud.
15/09: a propósito de um post em http://anokasblog2.blogspot.com/, não acho que o fb seja um bicho papão. Nunca fiz campanha anti fb nem parecido, quando por lá andei pouco sinais de vida dei, quando me perguntam porque não tenho lá um perfil limito-me a dizer que não me adiantava nem atrasava. Reconheço o interesse e utilidade das redes sociais, apenas neste momento não necessito dos seus serviços. Alias, tenho perfil no Linkedin, mas não estará longe o dia em que encerro a conta pois não lhe dou qualquer utilidade.
Eu tenho um problema com coisas que não me são úteis, e tenho tendência a arruma-las de modo a desocuparem espaço, desde roupas que não visto, fotografias antigas que sobrecarregam o meu velhote portátil, etc. Não arrumo pessoas que não me são úteis, apenas pessoas que não me fazem sentir bem.
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