Qualquer coisa sem interesse e com data de validade

17/01/11

I hate being a bambi

Quando me sinto desorientada e não encontro sossego nas repetidas conversas com as amigas do coração volto-me para os livros. Auto-ajuda, psicologia, pseudo psicologia, psicologia da treta (whatever). Recentemente li dois (um, dois) que visavam a comunicação nas relações humanas (familiares, amigos, parceiros, profissionais) e outro centrado nas diferenças entre homens e mulheres. Expunham-se casos de consultas de psicologia reais. Um livro destas características obrigatoriamente suaviza o real drama, porque palavras e papel têm uma força limitada para passar sentimentos (mas lacrimejei em alguns casos), apesar disso  fiquei com duas ideias: é mesmo possível ultrapassar situações de grande sofrimento e desespero; todos nós devíamos ter a oportunidade de ser ajudados por esta ciência. Mas o que me ficou a ecoar no coco é que mesmo que não vejamos solução para o nosso problema há muitas probabilidades de o ultrapassar, com tempo claro, e que quem me dera vir a ter pessoas na minha vida com alguma inteligência emocional e social que tentem lutar contra os maus hábitos das relações e que não desistam de superar as dificuldades. Depois destas leituras fiquei com vontade de me melhorar e superar e encheram-me de positivismo.
Mas, sai-se à rua vemos e sentimos as pessoas mal educadas e estúpidas, as amigas contam-nos as bestialidades dos namorados, sofremos na pele a desilusão com os nosso parceiro, as pessoas divorciam-se enquanto o diabo esfrega um olho, o trabalho é uma fonte de stress, subimos às paredes quando a nossa mãe repete aquele comportamento que não suportamos. Ou seja, a realidade é brutal e as nossas ideias cor de rosa são atropeladas, coitadinhas! Lá vai a psicologia pelo cano abaixo.
Sei que é necessário muito trabalho interior e empenho para mudar os circuitos viciados da má comunicação para que os bons comportamentos se tornem a nossa nova atitude automatizada.

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