"Aos 14 anos, achava que uma pessoa de 26 anos era um adulto cheio de responsabilidades. Idealizava uma mulher feita, com um bom trabalho, casa, carro, plantas e possivelmente um filho.
Aos 18, idealizava uma mulher com uma carreira, não sei bem em que área, mas era dona de si. Trabalhava horas a fio, era bem sucedida e tinha um futuro brilhante pela frente.
Aos 24 quando terminei o curso nem sequer me preocupava com os 26. Quando acabamos o curso as metas que outrora reduziam-se a passar ou não de ano e conseguir juntar dinheiro para as férias de verão, passam a ser ligeiramente desfocadas e sem horizonte.
Neste momento preocupo-me em ser uma boa profissional, ter uma vida normal e o resto há-de vir, quando e o quê não sei. A alguns dias de atingir a meta dos 26 dou por mim a pensar: “ Afinal, o que é ter 26 anos? É suposto ter feito e fazer o quê? ”.
Serei uma mulher feita? Ainda não coso meias, filhos ainda não os fiz e plantas só tenho um bonsai que já deixei secar. Casa própria não tenho e o carro não é mau. Quanto à carreira ainda agora começou."
Roubei, pois roubei:
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Creio que a vida em geral me estará a correr bem há tempo suficiente quando me referir à minha pessoa como mulher em vez de gaja, rapariga, jovem, menina, pessoa. Previsão para quando? Não faço a mínima ideia.
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