Qualquer coisa sem interesse e com data de validade

25/11/09

Relatórios, teses, dissertações e afins


Estou a entrar na onda da dedicação ao que tenho de acabar dentro de um mês. O pior, por enquanto, é saber que a informação que uso não é digna de ser referida. Invento fontes? Faço de conta que consulto muito livrinho? Eu não gosto de mentir, gosto de investigar e fazer tudo por mim, mas a dead line está quase ai... Nem sei porque me queixo, pois quando tiver que analisar, escrever, desenvolver e estruturar o que não se pode copiar de lado nenhum, ai é que vou torrar os miolos. Vai ficar uma bonita merda. Nunca fiz algo tão pobrezinho, e custa-me muito, é uma vergonha.


A tese de doutorado do John Nash (prémio Nobel de Economia, retratado no filme ‘Uma Mente Brilhante’)  diz que foi assim:
- a tese tem apenas 27 páginas dactilografadas
- há apenas duas referências bibliográficas, e uma delas é um artigo do próprio Nash
- alguns trechos estão escritos à mão
- a bibliografia e os agradecimentos estão na mesma página – e ainda sobrou espaço!
- segundo alguns economistas, a maior aplicação prática do trabalho é para quem joga póquer.

Vou tentar algo semelhante. Boa sorte para mim.

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